Moro vai conseguir ser candidato?
07/02/2026 08:58
Ricardo Barros resolveu falar de Sérgio Moro — e falou com aquela franqueza típica de quem conhece o mapa da política paranaense palmo a palmo.
O diagnóstico é menos ideológico e mais prático.
Barros sugere que Moro ainda atua como alguém que venceu sozinho e, por isso, não investe tempo naquilo que sustenta qualquer candidatura competitiva: articulação, alianças, construção de base. Segundo ele, as conversas são “protocolares”, não resultam em adesões. Em política, isso é quase um contrassenso e, na prática, tem tendido derrotas ao ex-juíz.
Há uma diferença importante entre popularidade e organização. A primeira rende voto; a segunda garante vitória. E a crítica do PP parece justamente essa: Moro tem imagem, mas não tem engrenagem.
Enquanto isso, o partido faz o que partidos fazem. Avalia alternativas, cogita candidatura própria, conversa com Rafael Greca e mantém a porta aberta para composições com Ratinho Júnior. Nada pessoal. Só cálculo.
No fundo, a fala de Barros soa como um aviso elegante: eleição majoritária não se ganha no talento individual. Ganha-se na soma.
E, no Paraná de 2026, quem não somar, some.