Sobra o que para Ratinho?
03/02/2026 12:46
Quando Tarcísio de Freitas diz a aliados que Ratinho Júnior não será candidato a nada em 2026, não está fazendo futurologia mística — está lendo o tabuleiro. E a leitura contraria o senso comum de Brasília, que ainda vende Ratinho como presidenciável do PSD ou, no plano B, como nome certo ao Senado.
A aposta de Tarcísio é mais prosaica — e talvez mais realista: Ratinho ficaria até o fim do mandato no Palácio Iguaçu para tentar garantir um sucessor no Paraná. Não é renúncia à política; é política em estado bruto. Ficar onde se tem poder costuma ser mais eficaz do que disputar onde se tem apenas expectativa.
O problema é que o plano sucessório não é simples. O vice Darci Piana, aos 84 anos, já foi descartado. E a disputa pelo governo estadual tende a ter um adversário pesado: Sérgio Moro. Nesse cenário, o governador ainda não “bateu o martelo” sobre quem irá apoiar — expressão que, em política, costuma significar que o martelo pode cair tarde demais.
No plano nacional, Gilberto Kassab também parece olhar para outros caminhos: Ronaldo Caiado e Eduardo Leite surgem como alternativas mais claras ao Planalto.