Nova pesquisa
26/01/2026 18:41
Na próxima quinta-feira (29), está programada a divulgação de uma nova sondagem nacional da Paraná Pesquisas que promete atualizar o mapa eleitoral rumo ao pleito presidencial de 2026 — informação que já foi confirmada pelo próprio presidente do instituto, Murilo Hidalgo, em entrevista recente no programa Canal Livre, da Band. 
Se por um lado isso é rotina num calendário político cada vez mais abastecido por números, por outro há de se perguntar: o que realmente podemos esperar dessas novas curvas nas curvas de intenção de voto? Pesquisas eleitorais já se tornaram parte do folclore político brasileiro — capazes de mover narrativas, redesenhar estratégias, acelerar alianças e, em muitos casos, gerar pânico ou euforia entre os protagonistas da disputa. 
Não custa lembrar que levantamentos semelhantes já pintaram cenários fragmentados, com líderes mais ou menos confortáveis ou empates técnicos entre nomes como Lula, Bolsonaro e outros postulantes — e tudo isso antes mesmo de termos uma lista definitiva de candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral. 
O fato é que, num momento em que a disputa pela Presidência e pelos principais governos estaduais ainda está em ebulição, cada nova rodada de números tem o poder de mexer com expectativas e agendas políticas — nem sempre por refletir mudanças profundas no humor do eleitor, mas porque elas se tornam instrumentos de narrativa e pressão. 
Em resumo: venha a pesquisa, mas venha com prudência. Números importam, claro. Mas não substituem o imponderável — o voto real — que, como sempre, pode virar o jogo no último minuto.