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Corinthians recebe R$ 13,5 milhões da Caixa para regularizar salários

Corinthians já recebeu R$ 13,5 milhões após acordo com a Caixa e espera segunda parcela para regularizar pagamentos; clube também negocia redução da dívida de R$ 630 milhões da Neo Química Arena

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
Corinthians
Corinthians — Crédito: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

O Corinthians conseguiu desbloquear R$ 27 milhões que estavam retidos em uma conta reserva ligada ao financiamento da Neo Química Arena. O acordo foi assinado pelo presidente Osmar Stabile com a Caixa Econômica Federal e a primeira parcela, de R$ 13,5 milhões, já foi repassada ao clube.

O dinheiro recebido nesta quarta-feira (8) deve ser utilizado para quitar salários atrasados de jogadores e funcionários. A diretoria espera regularizar os pagamentos nesta quinta-feira, incluindo as remunerações previstas pela CLT que estão vencidas.

A segunda parcela, também de R$ 13,5 milhões, ainda será liberada pela Caixa. O Corinthians aguarda o repasse para completar os R$ 27 milhões previstos no acordo e avançar na regularização da folha salarial.

Dívida da Arena chega a R$ 630 milhões

A liberação dos recursos também é considerada pela gestão de Osmar Stabile um avanço nas negociações para solucionar a dívida da Neo Química Arena.

O saldo devedor do estádio com a Caixa é estimado em R$ 630 milhões. Em nota enviada ao ge, a Caixa afirmou que não comenta operações bancárias específicas por causa do sigilo bancário previsto na Lei Complementar 105/2001.

“A Caixa não se manifesta sobre operações bancárias específicas e eventuais negociações, em obediência ao sigilo bancário previsto na Lei Complementar 105/2001”, informou o banco.

Além do desbloqueio dos R$ 27 milhões, Corinthians e Caixa discutem uma proposta para tentar quitar definitivamente o financiamento da Arena.

Uma das possibilidades apresentadas pelo clube é repassar à Caixa os direitos de nome do estádio, atualmente vinculados à Hypera Pharma.

Corinthians quer usar naming rights em negociação

A diretoria corintiana avalia os naming rights da Arena em R$ 70 milhões por ano. A proposta em discussão também prevê a transferência das operações financeiras do clube para a Caixa.

O pacote incluiria contas e folhas de pagamento, além do lançamento de cartões do Fiel Torcedor e títulos de capitalização.

Desde a inauguração da Neo Química Arena, em 2014, o Corinthians já desembolsou cerca de R$ 600 milhões relacionados ao financiamento do estádio.

Pelo contrato repactuado durante a gestão de Duilio Monteiro Alves, o vencimento final da dívida está previsto para dezembro de 2041. Os juros são de 2% ao ano mais CDI, e as amortizações do saldo começaram em 2025.

Arena é apontada como principal peso financeiro

A atual diretoria do Corinthians considera o financiamento da Neo Química Arena o principal gerador da crise financeira do clube.

O endividamento total do Corinthians é estimado em cerca de R$ 2,8 bilhões. Desse valor, R$ 630 milhões correspondem à dívida com a Caixa relacionada ao estádio.

Com o desbloqueio dos R$ 27 milhões, a prioridade da diretoria é regularizar os salários atrasados. Ao mesmo tempo, o clube pretende avançar nas negociações com a Caixa para reduzir o impacto da dívida da Arena sobre as finanças corintianas.

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