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Presidente da Federação da Jordânia acusa Fifa de chantagem para apoiar Infantino

Presidente da Federação da Jordânia afirma que a Fifa condicionou ajuda à declaração de apoio à reeleição de Gianni Infantino; entidade não comentou as acusações

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Presidente da Federação da Jordânia acusa Fifa de chantagem para apoiar Infantino Créditos: Reprodução/Instagram

A crise política envolvendo a Fifa ganhou um novo capítulo nesta semana. O presidente da Federação de Futebol da Jordânia, Ali Bin Al Hussein, acusou a entidade máxima do futebol mundial de praticar "chantagem" ao condicionar a solução de problemas enfrentados pela federação ao apoio à reeleição de Gianni Infantino.

Em uma longa declaração publicada nas redes sociais, o dirigente afirmou que a Jordânia buscou ajuda da Fifa durante e após sua histórica participação na Copa do Mundo de 2026, mas encontrou resistência da entidade.

Segundo Ali Bin Al Hussein, a situação teria mudado apenas após uma conversa em que, segundo ele, foi informado verbalmente de que haveria maior disposição para colaborar caso declarasse apoio político a Infantino.

"Por meses, a Fifa tem se recusado a nos ajudar em qualquer desses ou outros assuntos, até que me foi comunicado verbalmente durante a Copa do Mundo que, se eu apoiasse Infantino, haveria um grande caminho para ajudar nossa federação. Nós temos orgulho de, na Jordânia, defender valores éticos. Não o apoiamos antes e certamente não o faremos agora. Mas toda a situação equivale a chantagem e nos recusamos a ceder a isso", escreveu.

A Fifa foi procurada por veículos internacionais, mas informou que não comentará as acusações.

Federação relata dificuldades na Copa do Mundo

Na publicação, o dirigente listou uma série de problemas enfrentados pela Jordânia durante sua primeira participação em uma Copa do Mundo.

Entre as reclamações, Ali Bin Al Hussein destacou as dificuldades encontradas pelos torcedores jordanianos para obter vistos de entrada nos Estados Unidos, mesmo com ingressos já adquiridos para as partidas.

Além disso, criticou a cobrança de impostos sobre os valores destinados à federação pela participação no Mundial.

Segundo ele, as seleções que ficaram concentradas em cidades-sede localizadas no Canadá e no México não sofreram a mesma tributação aplicada às equipes instaladas nos Estados Unidos.

"Estamos sendo taxados pelo governo dos EUA, através da Fifa, pela nossa participação. Dinheiro que deveria ir para jogadores e funcionários. Não foi o caso com aqueles que jogaram e ficaram instalados no Canadá e no México. Mas nós estávamos nos EUA e agora enfrentamos esses custos enormes em impostos por termos participado", afirmou.

Premiação da Copa Árabe também é alvo de críticas

Outro ponto levantado pelo presidente da federação é o atraso no pagamento da premiação referente à Copa Árabe disputada no Catar.

De acordo com Ali Bin Al Hussein, a Jordânia ainda não recebeu os valores destinados ao vice-campeonato da competição.

"Estamos esperando o dinheiro de premiação para nossos jogadores desde dezembro pela Copa Árabe no Catar, que é um evento da Fifa. O dinheiro que nossa equipe deveria receber por ter chegado à final ainda não foi enviado, enquanto, ao mesmo tempo, a Fifa se gaba de quantos bilhões tem em reserva", declarou.

Pressão sobre Infantino aumenta

As declarações da Federação da Jordânia ampliam o momento de pressão enfrentado por Gianni Infantino.

Nos últimos dias, dirigentes de diferentes federações passaram a questionar a condução da entidade, principalmente após a repercussão de uma proposta que previa a abertura da Fifa para investimentos privados.

Ali Bin Al Hussein também deixou claro que a Jordânia não pretende apoiar uma eventual permanência de Infantino no comando da entidade.

"Fica claro que o problema realmente está na liderança", afirmou o dirigente.

As acusações aumentam a tensão política dentro da Fifa e reforçam o movimento de oposição ao atual presidente, que vem sendo alvo de críticas de diferentes setores do futebol internacional.

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