PF prende na Bolívia chefe do PCC que fugiu após decisão sem laudo médico
Apontado como um dos principais alvos da Polícia Federal, o traficante estava foragido desde 2020 após quebrar a tornozeleira eletrônica; caso causou a punição de desembargador pelo CNJ
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A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (26), na Bolívia, um homem apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e que estava foragido desde 2020.
Identificado como Gerson Palermo, ele foi condenado a 126 anos de prisão por tráfico de drogas e era considerado um dos principais alvos das forças de segurança brasileiras.
A prisão ocorreu em uma ação conjunta entre a Polícia Federal e a Força Especial de Luta contra o Narcotráfico da Polícia Boliviana, após troca de informações entre as autoridades dos dois países.
Segundo as investigações, Palermo atuava em um esquema de tráfico internacional de drogas responsável pelo transporte de cocaína da Bolívia para o Brasil em aeronaves que pousavam na região de Corumbá, no Mato Grosso do Sul.
O criminoso estava foragido desde 2020, quando deixou um presídio de segurança máxima em Campo Grande após obter prisão domiciliar concedida pelo desembargador Divoncir Schreiner Maran.
Na época, a decisão judicial considerou supostos problemas de saúde do detento. Segundo informações divulgadas posteriormente, a medida foi concedida sem apresentação de laudo médico comprobatório.
Horas após deixar a unidade prisional, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e desapareceu.
Em fevereiro deste ano, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aplicou aposentadoria compulsória ao desembargador responsável pela decisão. A defesa do magistrado nega irregularidades.
Procurada nesta terça-feira, a defesa de Gerson Palermo informou que não irá se manifestar sobre o caso.
Sequestro de avião
Além das condenações por tráfico internacional de drogas, Palermo também foi condenado pelo sequestro de um avião da Vasp em agosto de 2000.
Na ocasião, ele e outros cinco homens obrigaram o piloto de um Boeing 737-200, que fazia a rota entre Foz do Iguaçu e Curitiba, a desviar o trajeto e pousar em Porecatu.
A aeronave transportava 61 passageiros.
Segundo as investigações, o grupo roubou malotes do Banco do Brasil que continham cerca de R$ 5,56 milhões em dinheiro da época.
Palermo acabou preso semanas depois em São Paulo, com pouco mais de R$ 66 mil.
