Setembro/2026

PCPR cumpre 14 prisões contra grupo suspeito de abastecer facção do Rio

Investigação aponta família envolvida em tráfico de drogas, armas e lavagem de R$ 28,8 milhões

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PCPR cumpre 14 prisões contra grupo suspeito de abastecer facção do Rio Créditos: Polícia Civil

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou nesta sexta-feira (18) uma operação contra uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico interestadual de drogas, transporte de armas de fogo de uso restrito e lavagem de dinheiro. Segundo a investigação, o grupo era formado por integrantes de uma mesma família e abastecia criminosos no Rio de Janeiro.

São cumpridas 14 ordens de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão em Maringá, Foz do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu, além de endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo.

A Justiça também determinou o bloqueio de 21 contas bancárias e aplicações financeiras, até o limite de R$ 10 milhões, e medidas sobre 19 veículos.

DROGAS E ARMAS

A investigação começou em fevereiro de 2026, após a análise de provas obtidas com a prisão de um traficante, em dezembro de 2025, responsável pelo transporte de grandes carregamentos de drogas e armas de Curitiba para o Rio de Janeiro.

Segundo a PCPR, após a prisão, outro homem assumiu a logística do esquema no eixo Maringá–Curitiba–Rio de Janeiro, contando com a participação da companheira e dos quatro filhos.

Em junho, durante uma ação em Campo Largo, policiais apreenderam aproximadamente 459 quilos de cocaína e crack, um fuzil, nove pistolas e 15 peças desmontadas de fuzil. Dois integrantes da família foram presos durante o transbordo da carga.

Onze dias depois, em Ourinhos (SP), outro carregamento ligado ao grupo foi interceptado, com 18 fuzis, carregadores e grande quantidade de drogas.

EMPRESAS DE FACHADA

De acordo com a investigação, o suposto líder utilizava uma identidade falsa para manter uma transportadora, abrir contas bancárias e registrar veículos de alto valor.

Um dos filhos teria adotado estratégia semelhante e criado duas empresas. A droga e as armas eram escondidas em meio a cargas lícitas transportadas pelos caminhões.

O grupo também utilizaria “batedores” para monitorar as rodovias e informar a localização de postos da Polícia Rodoviária Federal e de viaturas policiais.

R$ 28,8 MILHÕES

A análise financeira identificou aproximadamente R$ 28,8 milhões em créditos considerados incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados.

Uma das empresas ligadas à família movimentou R$ 4,2 milhões entre 2025 e 2026, embora tivesse declarado faturamento de pouco mais de R$ 34 mil.

A investigação também identificou movimentações financeiras relacionadas a uma empresa apontada como elo com uma facção criminosa do Rio de Janeiro. Somente em 2025, essa empresa movimentou mais de R$ 17 milhões.

Os investigadores ainda apontam a aquisição de uma aeronave, a construção de um hangar em Foz do Iguaçu e a compra de uma cota em clube de voo por R$ 989,5 mil.

A operação investiga, além do tráfico e do comércio ilegal de armas, crimes de falsidade ideológica e lavagem de capitais.

Foto: Divulgação 

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