Ibovespa fecha acima dos 174 mil pontos e dólar cai com expectativa de redução da Selic
O volume de negócios, no entanto, ficou abaixo da média
Por Gazeta do Paraná
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O mercado financeiro encerrou a sexta-feira (3) em alta, impulsionado pela expectativa de que o Banco Central possa iniciar um ciclo de redução da taxa básica de juros já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em agosto. O principal reflexo foi o avanço da bolsa de valores, enquanto o dólar voltou a cair frente ao real.
O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o dia com valorização de 0,74%, aos 174.070,27 pontos, alcançando o maior nível de encerramento desde o início de junho. Na semana, o índice acumulou alta de 0,45% e, no ano, registra valorização de 8,03%.
Já o dólar comercial recuou 0,76%, encerrando cotado a R$ 5,168. Com o resultado, a moeda norte-americana praticamente eliminou a alta registrada ao longo da semana e acumula queda de 5,83% frente ao real em 2026.
O desempenho positivo do mercado foi influenciado pela divulgação do resultado da produção industrial brasileira. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram retração de 0,2% na atividade em maio, na comparação com abril. O desempenho ficou abaixo das expectativas do mercado e reforçou a percepção de desaceleração da economia.
Esse cenário aumentou as apostas de que o Banco Central poderá reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual na reunião de agosto. A perspectiva de juros menores favoreceu principalmente as ações de empresas mais dependentes do crédito, já que custos financeiros menores tendem a estimular investimentos, consumo e melhorar os resultados corporativos.
No mercado de câmbio, além das expectativas em torno da política monetária brasileira, o real também foi beneficiado pelo fortalecimento das moedas de países emergentes diante de um dólar mais fraco no exterior. Investidores continuam avaliando os indicadores da economia dos Estados Unidos, que podem influenciar os próximos passos do Federal Reserve, o banco central norte-americano.
O volume de negócios, no entanto, ficou abaixo da média. O fechamento das bolsas e do mercado de títulos dos Estados Unidos devido ao feriado da Independência norte-americana reduziu a liquidez global e limitou movimentos mais intensos.
No cenário doméstico, declarações do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, sobre a possibilidade de novas intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos também contribuíram para a queda dos juros futuros, reforçando o ambiente favorável para a bolsa brasileira.
