Fifa vai reavaliar pausas para hidratação após críticas durante a Copa do Mundo de 2026
Chefe de desenvolvimento global da entidade afirma que medida será analisada ao fim do torneio; ampliação para 48 seleções foi defendida por Arsène Wenger
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A Fifa pretende reavaliar a adoção das pausas para hidratação após o encerramento da Copa do Mundo de 2026. A informação foi confirmada neste sábado (18) por Arsène Wenger, chefe de desenvolvimento global de futebol da entidade.
Segundo o dirigente, a medida foi implementada em todos os jogos do Mundial para preservar a saúde dos atletas, mas gerou críticas de parte do público e do meio esportivo, principalmente em partidas disputadas sob temperaturas mais amenas.
De acordo com Wenger, a entidade fará um balanço dos efeitos da iniciativa antes de decidir se ela será mantida nas próximas edições da competição.
"A Fifa precisa analisar o impacto depois da Copa do Mundo", afirmou.
Pausas ocorreram em todos os jogos
Nesta edição do Mundial, as interrupções para hidratação aconteceram aproximadamente na metade de cada tempo, independentemente das condições climáticas.
Segundo Wenger, a decisão foi tomada antes do início da competição e aplicada de forma padronizada em todas as partidas, inclusive nas disputadas em estádios cobertos.
"Em muitas partidas, especialmente em arenas cobertas, as pessoas não ficaram satisfeitas com isso, mas, antes de o torneio começar, foi decidido que a medida seria aplicada em todos os jogos", declarou.
Medida recebeu críticas
Durante a Copa do Mundo, as pausas para hidratação passaram a ser alvo de questionamentos de torcedores e comentaristas.
Uma das críticas mais recorrentes foi a de que as interrupções acabaram criando novos espaços para inserções publicitárias durante as transmissões, além de alterarem o ritmo natural das partidas.
Apesar das reclamações, a Fifa manteve o protocolo até o momento como parte das medidas voltadas à proteção da saúde dos jogadores.
Wenger defende Copa com 48 seleções
Além das pausas para hidratação, Arsène Wenger voltou a defender a ampliação da Copa do Mundo de 32 para 48 seleções, formato adotado pela primeira vez em 2026.
Segundo ele, a mudança enfrentou resistência antes do início do torneio, mas os resultados observados durante a competição reforçaram a decisão da Fifa.
"Houve questionamentos antes de começar, mas vimos que era eticamente necessário dar uma chance a mais equipes. Tenho certeza de que foi a decisão certa", afirmou.
A Copa do Mundo de 2026 é a primeira da história disputada com 48 seleções, ampliando o número de países participantes e aumentando a quantidade de partidas em relação às edições anteriores.
