Copel promete antecipar obras de 2026 e 2027 após pressão de prefeitos do Oeste por quedas de energia
Companhia afirma que vai adiantar investimentos em subestações e reforçar equipes após reclamações de produtores rurais e entidades sobre interrupções frequentes no fornecimento.
Créditos: Assessoria
A Copel se comprometeu a antecipar obras previstas para 2026 e 2027 na região Oeste do Paraná como forma de enfrentar as constantes quedas no fornecimento de energia elétrica registradas nos municípios, principalmente nas áreas rurais. O anúncio foi feito durante reunião realizada na manhã desta sexta-feira (6), na sede da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop).
O encontro reuniu prefeitos da região, representantes da Copel Distribuição, lideranças do setor produtivo e entidades empresariais. A discussão sobre as interrupções no fornecimento de energia também foi tema central da 1ª Assembleia Geral Ordinária da Amop.
Durante a reunião, o superintendente da Copel Distribuição e a equipe técnica da companhia apresentaram esclarecimentos sobre as causas das falhas no sistema elétrico, além de detalhar investimentos já realizados e os previstos para a região.
Segundo o presidente da Amop, Rodrigo Schanoski (PL) o objetivo do encontro foi estabelecer um diálogo direto entre os gestores municipais e a concessionária para buscar soluções que reduzam as falhas no sistema e minimizem os impactos das quedas de energia, especialmente no meio rural.
“É fundamental que possamos compreender o que está acontecendo e quais providências estão sendo adotadas para garantir maior estabilidade no fornecimento, principalmente nas áreas rurais, onde a energia é essencial para a produção”, afirmou.
De acordo com representantes da Copel, dez obras de grandealgumas já concluídas e outras em andamento, fazem parte do plano de reforço do sistema elétrico na região. A companhia também informou que irá antecipar projetos de subestações previstos para este ano e para os próximos anos, com o objetivo de melhorar a qualidade do atendimento.
A empresa reconheceu que ainda enfrenta dificuldades principalmente no atendimento ao meio rural. Segundo a Copel, o consumo de energia no campo aumentou significativamente nos últimos anos devido à intensificação das atividades produtivas e à modernização das propriedades.
Copel diz que irá reforçar equipes
Para melhorar a resposta às ocorrências, a companhia afirmou que está contratando e treinando novos eletricistas, ampliando equipes de manutenção e reforçando o atendimento em diversas regiões do Paraná. A criação de equipes especializadas para atuar em ocorrências no meio rural também está em estudo.
Outra medida em análise é a criação de um canal de atendimento direto para produtores rurais, permitindo que problemas sejam comunicados com maior rapidez e tratados de forma mais ágil pelas equipes técnicas.
Mesmo com os anúncios, lideranças do setor produtivo cobram soluções efetivas. O presidente do Sindicato Rural de Cascavel, Paulo Orso, relatou que as quedas de energia têm provocado prejuízos diretos nas propriedades, incluindo danos a equipamentos e interrupções na produção.
“Há perdas imediatas na produção, queima de equipamentos e custos adicionais com geradores. Só ontem, na minha propriedade, tivemos três quedas de energia, mesmo com tempo bom. Isso está quase inviabilizando algumas atividades no campo”, afirmou.
Segundo ele, a infraestrutura elétrica que atende parte das áreas rurais ainda é antiga e não acompanha o crescimento da produção agropecuária e agroindustrial da região.
Durante a reunião, também foi citado o avanço da vegetação próxima às redes elétricas como um fator que contribui para as interrupções no fornecimento. Lideranças defenderam ações mais intensivas de poda para evitar que árvores encostem nos cabos e provoquem desligamentos.
Os prefeitos e entidades presentes afirmaram que a cobrança por melhorias será intensificada e que irão acompanhar de perto o cronograma de investimentos anunciado pela companhia. Além da Amop, participaram da discussão representantes do Programa Oeste em Desenvolvimento, da Caciopar e do Sindicato Rural de Cascavel.
A expectativa das lideranças regionais é que os investimentos anunciados resultem em maior estabilidade no fornecimento de energia, reduzindo os prejuízos ao setor produtivo e às atividades econômicas do Oeste do Paraná.
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