19 cooperativas do Paraná estão entre as mil maiores empresas do Brasil
Organizações paranaenses somaram cerca de R$ 158,7 bilhões em receita líquida em 2025; Coamo, Lar e C.Vale aparecem entre as 62 maiores companhias do país
Por Gazeta do Paraná
Créditos: Divulgação Coopavel
O cooperativismo agropecuário do Paraná ampliou sua presença entre os gigantes da economia brasileira. Dezenove cooperativas do Estado aparecem entre as mil maiores empresas do país no Ranking Valor 1000 de 2026, elaborado a partir dos resultados financeiros de 2025.
Juntas, as 19 cooperativas paranaenses alcançaram aproximadamente R$ 158,7 bilhões em receita líquida no ano passado. O resultado dimensiona a força econômica de um setor que nasceu da organização de produtores rurais e hoje reúne grupos que disputam espaço com algumas das maiores companhias privadas e multinacionais em atividade no Brasil.
O principal destaque paranaense é a Coamo, de Campo Mourão, que ocupa a 55ª posição no ranking nacional. Logo depois aparecem duas gigantes do Oeste do Estado: a Lar, na 61ª colocação, e a C.Vale, na 62ª.
Somente essas três cooperativas registraram, juntas, aproximadamente R$ 76,2 bilhões em receita líquida em 2025, praticamente metade do total movimentado pelas 19 organizações paranaenses presentes na lista.
Paraná no topo do agro
O peso das cooperativas paranaenses fica ainda mais evidente quando o recorte considera especificamente o agronegócio. Coamo, Lar e C.Vale estão entre as dez empresas com maiores receitas líquidas do setor agropecuário brasileiro, ocupando, respectivamente, a sexta, a sétima e a oitava posições.
Outra paranaense que ganhou destaque foi a Copacol. Embora apareça na 146ª colocação entre todas as empresas brasileiras, a cooperativa alcançou o topo do ranking de desempenho no setor agropecuário ao considerar o conjunto de indicadores avaliados. A organização registrou margem Ebitda de 13,5% e rentabilidade de 23,2%.
Depois das três primeiras paranaenses aparecem Cocamar, na 141ª posição; Copacol, na 146ª; Integrada, na 186ª; Agrária, na 196ª; Coopavel, na 222ª; Frimesa, na 225ª; Castrolanda, na 227ª; Frísia, na 229ª; Coasul, na 237ª; e Capal, na 251ª.
Completam a relação Copagril, na 490ª colocação; Tradição, na 518ª; Primato, na 591ª; Coonagro, na 595ª; Bom Jesus, na 727ª; e Coagru, na 806ª posição.
Oeste concentra gigantes
A presença do Oeste do Paraná chama atenção dentro do levantamento. Seis cooperativas da região aparecem entre as 500 maiores empresas brasileiras: Lar, C.Vale, Copacol, Coopavel, Frimesa e Copagril.
Juntas, essas seis organizações registraram faturamento de aproximadamente R$ 74,6 bilhões em 2025. Elas reúnem mais de 80 mil cooperados e geram mais de 70 mil empregos diretos, evidenciando a importância do cooperativismo não apenas para a produção agropecuária, mas também para a geração de renda e empregos na região.
Uma sétima cooperativa do Oeste aparece entre as mil maiores. A Primato, sediada em Toledo, alcançou a 591ª posição e avançou 96 colocações em comparação com o ranking anterior, quando aparecia em 687º lugar.
A expansão das cooperativas também acompanha uma transformação do próprio agronegócio paranaense. Parte significativa dessas organizações deixou de atuar exclusivamente no recebimento e comercialização da produção dos associados e passou a controlar cadeias que incluem industrialização de grãos, carnes, leite, rações, logística, pesquisa, tecnologia e exportações.
Ranking considera resultados de 2025
O Valor 1000 chega à 26ª edição reunindo informações das maiores empresas em operação no Brasil. Os resultados publicados em 2026 consideram os balanços e indicadores contábeis e financeiros referentes ao exercício de 2025.
A captação e análise dos balanços e a elaboração dos rankings são realizadas em parceria com a Serasa Experian. Os critérios de avaliação de desempenho são desenvolvidos pelo Centro de Estudos em Finanças da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas.
A presença de 19 cooperativas agropecuárias entre as mil maiores empresas brasileiras mostra que o cooperativismo paranaense ultrapassou há muito tempo os limites das propriedades rurais. Com receitas bilionárias, agroindústrias e atuação em mercados internacionais, organizações formadas originalmente para reunir produtores hoje ocupam algumas das principais posições da economia nacional.
Créditos: Redação
