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Desemprego cai para 5,3% e Brasil bate recordes no mercado de trabalho

Taxa é a menor para um trimestre encerrado em agosto desde o início da série do IBGE; número de ocupados e trabalhadores com carteira também atingiu recordes

Gabriel Porta · · 4 min de leitura
Desemprego cai para 5,3%, aponta IBGE; ocupação é recorde
Desemprego cai para 5,3%, aponta IBGE; ocupação é recorde — Crédito: Divulgação

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, segundo dados divulgados nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a menor taxa registrada para um trimestre encerrado em agosto desde o início da série histórica, em 2012.

O resultado representa uma queda em relação ao trimestre encerrado em maio, quando a taxa estava em 5,6%, e também na comparação com o mesmo período de 2025, quando o índice era de 5,6%. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Além da queda do desemprego, o levantamento mostra recordes no número de pessoas ocupadas, de trabalhadores com carteira assinada, na massa de rendimentos e na quantidade de contribuintes para a Previdência.

Número de ocupados chega a 103,5 milhões

A população ocupada chegou a 103,5 milhões de pessoas no trimestre encerrado em agosto. É o maior número já registrado pela Pnad Contínua.

Na comparação com o trimestre encerrado em maio, houve crescimento de 0,8%, o equivalente a 774 mil trabalhadores a mais.

A indústria geral e a construção foram os setores que mais contribuíram para o aumento da ocupação. A indústria registrou alta de 2%, com 265 mil pessoas a mais trabalhando. Na construção, o crescimento foi de 4,1%, com acréscimo de 306 mil trabalhadores.

O número de pessoas desocupadas caiu para 5,8 milhões. Houve redução de 4,6% em relação ao trimestre de março a maio, o equivalente a 281 mil pessoas a menos nessa condição.

Emprego com carteira também bate recorde

O número de empregados do setor privado com carteira assinada chegou a 39,5 milhões, o maior já registrado pela pesquisa.

Mesmo com o avanço do emprego formal, a taxa de informalidade subiu levemente. O índice passou de 37,3% no trimestre anterior para 37,5% no período encerrado em agosto.

Isso representa 38,8 milhões de trabalhadores informais. O grupo inclui empregados sem carteira assinada e trabalhadores por conta própria e empregadores que não possuem CNPJ.

A população desalentada, formada por pessoas que gostariam de trabalhar, mas deixaram de procurar emprego por acreditar que não encontrariam uma vaga, ficou em 2,4 milhões. O número permaneceu estável em relação ao trimestre anterior e caiu 11,9% na comparação anual.

Massa de rendimentos chega a R$ 385,6 bilhões

O rendimento médio mensal do trabalhador ficou em R$ 3.777 no trimestre encerrado em agosto. No trimestre até maio, o valor era de R$ 3.752.

O maior rendimento médio da série foi registrado no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, quando chegou a R$ 3.783.

Já a massa de rendimentos, que corresponde à soma dos salários recebidos pelos trabalhadores, atingiu R$ 385,6 bilhões. O valor é o maior da série histórica.

Na comparação com o trimestre anterior, houve crescimento de 1,4%, ou R$ 5,2 bilhões. Em relação ao mesmo período de 2025, a alta foi de 4,8%, equivalente a R$ 17,5 bilhões.

Número de contribuintes para a Previdência é recorde

A Pnad Contínua também registrou recorde no número de trabalhadores que contribuem para algum instituto oficial de Previdência.

O total chegou a 68,5 milhões de pessoas. Isso significa que 66,2% dos trabalhadores contribuíam para a Previdência no período analisado.

São considerados contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e trabalhadores por conta própria que fazem pagamentos ao INSS ou a regimes oficiais de Previdência federal, estadual ou municipal.

A contribuição garante acesso a benefícios como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte, de acordo com as regras de cada regime.

Como o IBGE calcula o desemprego

A Pnad Contínua acompanha o mercado de trabalho da população com 14 anos ou mais. A pesquisa considera diferentes formas de ocupação, incluindo trabalhadores com e sem carteira assinada, temporários e pessoas que trabalham por conta própria.

Para ser considerada desocupada, a pessoa precisa estar sem trabalho, disponível para trabalhar e ter procurado uma vaga no período de referência da pesquisa.

O levantamento visita cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Apesar do resultado de agosto, a menor taxa de desemprego de toda a série histórica continua sendo a de 5,1%, registrada no trimestre encerrado em dezembro de 2025. A maior foi de 14,9%, observada nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, durante a pandemia de Covid-19.

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