Chuva pode atrasar transporte de mídias das urnas em Minas, diz TRE
TRE-MG monitora estradas afetadas por temporais e prevê dificuldade no transporte de mídias após o fim da votação
A chuva forte que atingiu Minas Gerais neste domingo (25) pode atrasar o transporte das mídias das urnas eletrônicas após o encerramento da votação, principalmente em regiões onde os equipamentos precisam ser levados por estradas de terra.
O alerta foi feito por Rodolfo Pacheco, diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), durante entrevista coletiva. Segundo ele, o tribunal acompanha as condições das estradas para evitar impactos na etapa de apuração.
O problema não está previsto para o funcionamento das urnas durante a votação. A dificuldade pode aparecer depois das 17h, quando as mídias precisam ser encaminhadas aos cartórios eleitorais.
Estradas de terra preocupam
Pacheco explicou que algumas localidades dependem de estradas de terra para o transporte do material eleitoral. Com a chuva, trechos podem ficar com lama e aumentar o tempo necessário para os deslocamentos.
Segundo o diretor do TRE-MG, um trajeto que normalmente levaria cerca de 30 minutos pode chegar a 45 minutos em determinadas condições.
O tribunal informou que fará o monitoramento das rotas junto aos cartórios eleitorais depois do encerramento da votação.
Falta de energia não deve interromper votação
Outra preocupação em Minas Gerais é a falta de energia elétrica registrada em algumas seções durante os temporais.
Apesar disso, Pacheco afirmou que a situação não deve comprometer o encerramento da votação. Como faltavam menos de três horas para o fechamento das urnas no momento da entrevista, as baterias dos equipamentos tinham autonomia suficiente para manter o funcionamento até o fim.
A preocupação, segundo o diretor, era principalmente com as condições de iluminação dos locais de votação. O TRE-MG informou que atuava junto à Cemig para acelerar o restabelecimento do fornecimento.
O vice-presidente de Distribuição da Cemig, Fernando Braga, informou que as rajadas de vento chegaram a 150 km/h no Sul de Minas e a quase 90 km/h em Belo Horizonte. Até as 14h, 3,6% dos clientes estavam sem energia.
Braga classificou o episódio como um evento climático de grande impacto e afirmou que os ventos provocaram danos ao sistema elétrico.
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