FPA confirma apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno e cobra compromissos para o agro
Frente Parlamentar da Agropecuária alinhou com o candidato pautas como crédito rural, Seguro Rural, regularização fundiária e redução da dependência de fertilizantes
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) confirmou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno das Eleições 2026. O posicionamento foi formalizado após reunião entre o candidato e integrantes da bancada, que apresentou uma lista de prioridades para o setor agropecuário.
Entre os principais temas discutidos estão a ampliação do acesso ao crédito rural, o fortalecimento do Seguro Rural, a regularização fundiária, investimentos em infraestrutura e a redução da dependência brasileira de fertilizantes.
O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que a decisão de apoiar Flávio está relacionada à convergência entre as propostas apresentadas pelo candidato e as pautas defendidas pela bancada.
Segundo Lupion, o setor produtivo enfrenta dificuldades provocadas pelo cenário macroeconômico, especialmente pelos juros elevados e pelo endividamento. A FPA também critica medidas adotadas pelo atual governo para tratar das dívidas dos produtores rurais.
COMPROMISSOS COM O AGRO
Durante a reunião, Flávio Bolsonaro afirmou que assumiu compromisso com as principais demandas apresentadas pela FPA.
Entre as medidas citadas pelo candidato estão investimentos em infraestrutura, fortalecimento do Seguro Rural e maior previsibilidade para o crédito agrícola. Flávio também defendeu a redução das taxas de juros como forma de diminuir o custo dos financiamentos para os produtores.
Outras pautas apresentadas foram a ampliação da capacidade de armazenagem, atenção à agricultura familiar, regularização fundiária, redução da dependência de fertilizantes e estímulo à pesquisa e aos investimentos em biodiesel e bioenergia.
A FPA já havia divulgado, na semana anterior, uma carta de apoio à candidatura. Segundo a bancada, a decisão levou em consideração a convergência entre o plano de governo de Flávio e as prioridades consideradas estratégicas para o setor.
ENDIVIDAMENTO DOS PRODUTORES
O endividamento rural também esteve entre os assuntos discutidos no encontro.
Pedro Lupion criticou a condução dada pelo governo federal à Medida Provisória 1.376/2026, que trata de mecanismos de repactuação de dívidas do setor.
Segundo o deputado, as medidas adotadas até agora não atenderam à demanda apresentada pela bancada. Ele afirmou ainda que 144 emendas apresentadas durante a tramitação da proposta foram rejeitadas.
A FPA defende uma nova discussão sobre as regras de renegociação e afirma que será necessário reconstruir a proposta para ampliar o número de produtores beneficiados.
BANCADA PREVÊ CRESCIMENTO
Lupion também destacou o desempenho da bancada ligada ao setor agropecuário nas eleições de 2026.
Segundo ele, a FPA elegeu ou reelegeu 200 parlamentares e projeta chegar a cerca de 330 deputados federais e 47 senadores na próxima legislatura.
O número representa uma estimativa da própria bancada e considera parlamentares identificados com as pautas do setor.
Para Lupion, o resultado eleitoral demonstra a força política conquistada pelo agronegócio no Congresso e reforça a capacidade de articulação da FPA na próxima legislatura.
FPA PODERÁ INDICAR MINISTRO
Durante a reunião, Flávio Bolsonaro também foi questionado sobre a participação da FPA na formação de um eventual governo.
O candidato afirmou que a bancada será ouvida nas decisões relacionadas à agropecuária e confirmou que a FPA poderá indicar o nome para comandar o Ministério da Agricultura.
A declaração remete ao modelo adotado no governo de Jair Bolsonaro, quando a senadora Tereza Cristina (PP-MS), atual vice-presidente da FPA, comandou a pasta da Agricultura.
Tereza Cristina participou da reunião e também manifestou apoio à candidatura de Flávio.
O encontro consolida, portanto, o alinhamento entre a candidatura de Flávio Bolsonaro e a principal frente parlamentar ligada ao agronegócio no Congresso. Os compromissos apresentados durante a reunião deverão ser acompanhados pela bancada caso o candidato seja eleito e assuma o governo em 2027.
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