Endividamento cai para 81,7% em setembro, menor nível desde junho
Endividamento das famílias cai para 81,7% em setembro, menor nível desde junho, segundo pesquisa da CNC
Percentual de famílias com dívidas recua pelo segundo mês seguido, enquanto parcela com mais da metade da renda comprometida chega ao maior nível desde fevereiro
O percentual de famílias brasileiras endividadas caiu de 82% em agosto para 81,7% em setembro, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O resultado é o menor desde junho, quando o índice ficou em 81,6%.
O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (8) e considera famílias que possuem dívidas a vencer, como cartão de crédito, cheque especial, carnês de lojas, crédito consignado, empréstimos pessoais e prestações de veículos e imóveis.
Apesar da redução no percentual geral, os dados mostram que parte das famílias ainda enfrenta dificuldades para administrar os débitos.
Menor parcela de famílias muito endividadas
A parcela de famílias que se consideram muito endividadas também apresentou leve recuo. O índice passou de 17,4% em agosto para 17,3% em setembro.
Ao mesmo tempo, o percentual de famílias sem esse tipo de débito aumentou de 17,9% para 18,1%. Segundo a CNC, a mudança indica uma composição mais favorável do endividamento no período.
Atraso das dívidas aumenta
O tempo médio de atraso, porém, apresentou piora. O período passou de 65 dias em agosto para 65,3 dias em setembro.
Esse é o maior patamar desde novembro de 2024, quando a média havia chegado a 65,5 dias. Os atrasos superiores a 90 dias representaram 48,9% do total.
Renda comprometida
Outro indicador que exige atenção é o percentual de famílias que destinam mais da metade da renda ao pagamento de dívidas. Em setembro, o índice chegou a 19,4%, maior nível desde fevereiro, quando estava em 19,5%.
Em média, 29,6% da renda das famílias estava comprometida com débitos no mês.
Para os próximos meses, a CNC projeta novas reduções no número de contas em atraso e uma estabilização do endividamento. A expectativa é que esse movimento ajude as famílias a equilibrar o orçamento.
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