🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Pref corbelia alto
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Paraná sobe dez posições no ranking de endividamento e quase 9 em cada 10 famílias têm dívidas

Estado chegou à quarta posição nacional em setembro, enquanto a inadimplência avançou e atingiu 19,3% das famílias paranaenses

Gazeta do Paraná · · 4 min de leitura
Dinheiro
Dinheiro — Crédito: Marcello Casal jr/Agência Brasil

O Paraná encerrou setembro com 87,7% das famílias endividadas e passou a ocupar a quarta posição no ranking nacional de endividamento. No início de 2026, o estado estava na 14ª colocação. Apesar de uma pequena redução no percentual de famílias com dívidas em relação a agosto, a inadimplência continuou avançando e chegou a 19,3%, indicando dificuldades crescentes para manter os pagamentos em dia.

Os números são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio-PR).

Em agosto, 88% das famílias paranaenses possuíam algum tipo de dívida. O índice caiu para 87,7% em setembro, interrompendo uma sequência de crescimento iniciada em abril. Entretanto, na comparação com setembro de 2025, quando o percentual era de 85,6%, houve aumento de 2,1 pontos percentuais.

O resultado coloca o Paraná atrás apenas de Paraíba, Rio de Janeiro e Maranhão no ranking dos estados com maior proporção de famílias endividadas. A média nacional em setembro foi de 81,7%, seis pontos percentuais abaixo do índice paranaense.

 

Contas atrasadas aumentam

A situação é mais preocupante quando se observa a evolução das contas vencidas. A proporção de famílias paranaenses inadimplentes passou de 18,5% em agosto para 19,3% em setembro. No início do ano, o percentual era de 13,9%.

Isso significa que, embora o número de famílias com dívidas tenha apresentado uma pequena redução, aumentou a parcela da população que enfrenta dificuldades para cumprir os compromissos financeiros nos prazos previstos.

A pesquisa também revela que os atrasos estão se prolongando. Entre os consumidores inadimplentes, 51,4% possuem contas vencidas há mais de 90 dias. Outros 29,6% acumulam atrasos entre 30 e 90 dias, enquanto 19% estão com pagamentos pendentes há até 30 dias.

O tempo médio de atraso chegou a 67 dias. Além disso, a parcela de famílias que afirmam não ter condições de quitar os débitos vencidos passou de 2,7% no início de 2026 para 5,2% em setembro.

Apesar do avanço da inadimplência, o Paraná ainda apresenta um dos menores índices de contas atrasadas do país, ocupando a penúltima posição nesse indicador. O contraste mostra que o elevado endividamento não significa, necessariamente, falta de pagamento.

 

Famílias de menor renda são as mais afetadas

As dificuldades financeiras aparecem com maior intensidade entre as famílias com rendimento mensal de até dez salários mínimos. Nesse grupo, 88,6% possuem dívidas e 21,1% estão com contas em atraso. Outros 5,9% afirmam não ter condições de pagar os valores vencidos.

Entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, o percentual de endividados é de 83,3%, enquanto a inadimplência atinge 11,3%.

A diferença evidencia que a capacidade de pagamento varia conforme a renda familiar, mesmo quando o acesso ao crédito e a contratação de financiamentos estão presentes em diferentes faixas econômicas.

 

Cartão de crédito lidera

O cartão de crédito permanece como a principal modalidade de endividamento dos paranaenses, citado por 88,2% das famílias com dívidas.

Na sequência aparecem os financiamentos de veículos, mencionados por 9,8% dos endividados, os carnês de lojas, com 8,4%, e os financiamentos imobiliários, com 7,4%. Crédito consignado, empréstimos pessoais e cheque especial também aparecem no levantamento.

A pesquisa considera como endividada a família que possui compromissos financeiros a vencer, independentemente de estar pagando as parcelas em dia. Por isso, o percentual de endividamento não deve ser confundido com o de inadimplência, que corresponde às famílias com pagamentos em atraso.

Os resultados de setembro mostram duas tendências simultâneas no Paraná: uma leve acomodação na contratação de dívidas e o agravamento das dificuldades de pagamento. O cenário mantém o estado entre os mais endividados do país e reforça a atenção sobre o orçamento das famílias, especialmente as de menor renda.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.