Bolsa Família 2026: governo antecipa pagamento e aumenta benefício para R$ 691
Pagamento de outubro foi antecipado e todos os beneficiários receberão até quarta-feira (21); valor mínimo passou de R$ 600 para R$ 691
O governo federal antecipou o calendário de outubro do Bolsa Família e vai liberar o benefício reajustado para todos os beneficiários do país até quarta-feira (21), quatro dias antes do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25). O novo pagamento começou nesta segunda-feira (19), com aumento de 15,04% no valor do programa.
Pelo calendário original, os depósitos seriam feitos de forma escalonada conforme o último número do NIS e seguiriam até o fim do mês. Com a mudança, os pagamentos foram concentrados em três dias. A antecipação também será aplicada às parcelas de novembro e dezembro.
O governo afirma que a alteração foi adotada como medida preventiva diante dos riscos associados ao El Niño. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), as projeções climáticas indicam possibilidade de uma intensidade muito forte do fenômeno entre outubro e dezembro.
Veja quando o Bolsa Família será pago
Os beneficiários com NIS terminado em 1 recebem nesta segunda-feira (19). Na terça-feira (20), o pagamento será feito para quem tem NIS final 2. Na quarta-feira (21), será a vez de todos os demais, com finais de 3 a 9 e 0.
| Final do NIS | Data do pagamento |
|---|---|
| 1 | 19 de outubro |
| 2 | 20 de outubro |
| 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0 | 21 de outubro |
A Caixa Econômica Federal é responsável pela operação dos pagamentos. O benefício pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Também é possível sacar o dinheiro em caixas eletrônicos, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui. Beneficiários sem cartão podem realizar o saque por biometria em caixas eletrônicos ou lotéricas.
Valor mínimo sobe para R$ 691
O reajuste de 15,04% elevou o valor mínimo do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691. A atualização também alterou as parcelas adicionais pagas de acordo com a composição familiar.
O Benefício de Renda de Cidadania passou de R$ 142 para R$ 164 por integrante. O Benefício Primeira Infância, destinado a crianças de até sete anos incompletos, subiu de R$ 150 para R$ 173.
Já o Benefício Variável Familiar, destinado a integrantes que se enquadram nas condições previstas pelo programa, como gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes, passou de R$ 50 para R$ 58.
Os novos valores são aplicados automaticamente na folha de outubro. Não é necessário fazer nenhum procedimento adicional para receber o reajuste.
Por que o governo antecipou os pagamentos
De acordo com o MDS, a decisão tem caráter técnico e preventivo e considera os riscos climáticos relacionados ao El Niño. O ministério informou que houve aumento nos reconhecimentos federais de situação de emergência e estado de calamidade pública.
Também foram consideradas projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
O MDS afirma que a unificação excepcional do calendário foi definida pelo Comitê Permanente para Respostas de Proteção Social em Situações de Calamidades Públicas e Emergências, com base no monitoramento climático.
Antecipação ocorre na reta final da eleição
A primeira parcela do Bolsa Família com o reajuste começou a ser paga nesta segunda-feira (19), a menos de uma semana do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
O reajuste de 15,04% havia sido anunciado em setembro e elevou o valor mínimo do programa de R$ 600 para R$ 691. Segundo o governo, a correção recompõe a inflação acumulada desde março de 2023 e foi calculada com base no INPC até agosto de 2026.
A proximidade entre o novo pagamento e a eleição colocou a medida no centro da discussão eleitoral. O MDS, porém, afirma que a antecipação não tem relação com o pleito e foi adotada exclusivamente por razões técnicas e preventivas.
O reajuste tem impacto estimado de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026.
Quem recebe o Bolsa Família
O programa atende famílias inscritas no CadÚnico com renda familiar por pessoa de até R$ 218 mensais. O valor é calculado de acordo com a composição da família e os benefícios adicionais aos quais cada integrante tem direito.
Para continuar recebendo o benefício, as famílias também precisam cumprir compromissos nas áreas de saúde e educação, como acompanhamento pré-natal, vacinação, acompanhamento nutricional de crianças e frequência escolar mínima.
Os pagamentos são feitos pela Caixa Econômica Federal, enquanto a gestão do programa cabe ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
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