🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Fag
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Chuvas atrasam plantio da soja e prejudicam qualidade do trigo no Paraná

Excesso de precipitação compromete a colheita de trigo, eleva custos e reduz a janela para a semeadura do milho safrinha; no fim da primeira quinzena de outubro, 39% da área prevista para soja havia sido plantada

Repórter Gazeta do Paraná · · 3 min de leitura
Chuvas atrasam plantio da soja e prejudicam qualidade do trigo no Paraná
— Crédito: Divulgação

As chuvas acima da média no Paraná estão afetando o calendário agrícola, atrasando o plantio da soja e comprometendo a qualidade do trigo que ainda permanece no campo. Os impactos incluem desvalorização dos grãos, aumento dos custos de produção e mudanças no planejamento da safra de verão, além de preocupação com o prazo disponível para o plantio do milho safrinha em 2027.

O cenário é consequência, em parte, do volume elevado de precipitação registrado em setembro. Segundo dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), 14 estações meteorológicas registraram o maior acumulado de chuva para o mês desde o início das respectivas séries históricas, há mais de 25 anos.

O excesso de umidade dificulta a entrada de máquinas nas lavouras e pode interromper as operações de semeadura e colheita. No caso do trigo, a permanência das plantas no campo em condições úmidas aumenta o risco de perda de qualidade dos grãos, com reflexos no valor comercial e na rentabilidade do produtor.

Plantio da soja avança com dificuldades
Levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), apontou que 39% da área prevista para o cultivo de soja no Paraná havia sido semeada até o fim da primeira quinzena de outubro. O percentual corresponde a aproximadamente 5,7 milhões de hectares.

O ritmo dos trabalhos depende das condições do solo e da possibilidade de entrada de máquinas nas propriedades. Quando o terreno está encharcado, a semeadura precisa ser adiada para evitar problemas operacionais e prejuízos ao estabelecimento das plantas.

O atraso também exige ajustes no planejamento das propriedades. A soja é uma das principais culturas do agronegócio paranaense e sua implantação dentro da janela recomendada é importante para organizar as etapas seguintes da produção.

Trigo pode perder qualidade e valor comercial
As chuvas frequentes também preocupam produtores que ainda precisam concluir a colheita do trigo. A exposição prolongada à umidade pode prejudicar a qualidade do grão, afetando sua classificação e o preço recebido pelo agricultor.

Além da possível desvalorização, a dificuldade para colher aumenta os custos com operações e pode comprometer o planejamento da próxima cultura. O impacto financeiro depende das condições de cada lavoura, do volume de chuva recebido e da qualidade final do produto.

Atraso pode afetar o milho safrinha
A demora na semeadura da soja pode repercutir no calendário do milho safrinha de 2027. Como o cultivo geralmente ocorre após a colheita da soja, atrasos na primeira cultura podem reduzir o período disponível para implantação da segunda.

A semeadura fora da janela mais favorável pode aumentar a exposição da lavoura a condições climáticas menos adequadas ao desenvolvimento das plantas. Por isso, o acompanhamento das condições meteorológicas e a adaptação do planejamento são fatores importantes para reduzir riscos.

O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Ágide Eduardo Meneguette, afirma que os prejuízos provocados pelas chuvas vão além das perdas na lavoura.

Segundo ele, o excesso de precipitação eleva os custos de produção, compromete a renda e dificulta o planejamento dos agricultores. Meneguette defende o fortalecimento do seguro rural e de políticas públicas que ajudem os produtores a enfrentar perdas e manter a atividade.

O cenário mantém o setor agropecuário atento à evolução do tempo nas próximas semanas, período decisivo para o avanço do plantio da soja, a conclusão da colheita do trigo e a organização do calendário das culturas de verão e safrinha.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.